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Desilusão com a política cresce na Paraíba diante de denúncias e questionamentos envolvendo quatro nomes da política paraibana

A desilusão com a política e o descrédito da população em relação à atividade pública crescem a cada dia. E não é difícil entender o motivo: a lentidão, as omissões e, em alguns casos, o que críticos classificam como possível conivência das instituições acabam alimentando a sensação de impunidade diante de denúncias gravíssimas envolvendo agentes […]

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A desilusão com a política e o descrédito da população em relação à atividade pública crescem a cada dia. E não é difícil entender o motivo: a lentidão, as omissões e, em alguns casos, o que críticos classificam como possível conivência das instituições acabam alimentando a sensação de impunidade diante de denúncias gravíssimas envolvendo agentes públicos.

Na Paraíba, quatro nomes chamam atenção neste cenário: Hugo Motta, Nabor Wanderley, Tibério Limeira e Pollyana Dutra.

Hugo Motta é deputado federal e presidente da Câmara dos Deputados. Nabor Wanderley, seu pai, foi prefeito de Patos. Tibério Limeira e Pollyana Dutra ocuparam cargos de destaque em gestões estaduais.

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Todos seguem ativos na política e disputam ou projetam candidaturas para as próximas eleições. Até aí, nada de anormal. O voto é livre, e qualquer cidadão que preencha os requisitos legais pode disputar uma eleição.

Mas existe uma pergunta que não pode ser ignorada: quais são as denúncias, investigações e processos que envolvem esses nomes — e em que estágio está cada caso?

No caso de Nabor Wanderley, há processos e investigações relacionados a supostas irregularidades em administrações municipais. Entre as acusações mencionadas está uma investigação envolvendo aproximadamente R$ 21 milhões em recursos provenientes de impostos e tributos municipais, cuja destinação e contabilização foram questionadas.

Se existem acusações dessa dimensão, a sociedade tem o direito de perguntar: o que aconteceu com esse dinheiro? Quem foi responsabilizado? Houve ressarcimento aos cofres públicos?

No caso de Hugo Motta, também existem questionamentos e denúncias relacionados à destinação de emendas parlamentares. Algumas acusações divulgadas publicamente apontam suposta cobrança de vantagens indevidas. São denúncias que precisam ser investigadas e esclarecidas pelas autoridades competentes, com direito à ampla defesa e ao contraditório.

Já Tibério Limeira e Pollyana Dutra são citados em investigações relacionadas ao chamado caso Padre Egídio, que apura um suposto esquema de desvio de recursos do Instituto São José, envolvendo valores milionários. A eventual responsabilidade individual de cada pessoa citada, entretanto, precisa ser definida pela Justiça, e não por julgamento antecipado.

E é justamente aí que está o ponto central.

Como pode a população confiar na política quando pessoas envolvidas em denúncias e processos continuam disputando eleições como se nada estivesse acontecendo?

Não se trata de condenar ninguém antes da Justiça. Trata-se de cobrar transparência.

Se há inocência, que seja demonstrada.
Se há acusações infundadas, que sejam esclarecidas.
Se existem crimes comprovados, que haja punição e ressarcimento.

O que não pode acontecer é a população ficar sem respostas enquanto milhões de reais são questionados, denúncias se acumulam e os mesmos personagens continuam pedindo votos.

A democracia permite que qualquer candidato peça o voto. Mas também permite — e exige — que o eleitor faça perguntas.

E uma delas é simples:

PODE ISSO?

Ou o eleitor paraibano finalmente vai exigir respostas antes de entregar novamente o seu voto?